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riscos_e_rabiscos

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Mais Do Mesmo.

 

O meu regresso a casa aos domingos é sempre igual, sempre a mesma coisa e resume-se numa palavra: nervos. Mal ponho um pé em casa tenho a minha mãe a buzinar-me os ouvidos incessantemente a contar-me tudo o que se passou no fim-de-semana (e relembra cenas da semana), o que o meu pai fez e disse, o que o meu irmão fez e disse, e relembrar milhares de vezes o quanto não gosta da namorada do meu irmão e enumera todos os seus defeitos (qualidades realmente são muito poucas…).

 

Sempre que preciso de me concentrar, lá começa ela com os seus bombardeamentos. Eu não quero magoá-la mas chego a um ponto que estou completamente desconcentrada e já nem sei o que estou a fazer. E o pior é que se eu lhe digo  que preciso de me concentrar, fica ofendida comigo e começa a dizer que a partir dali já não vai falar com ninguém e que se tivesse um sítio para ir, ia-se embora e ninguém iria saber do seu paradeiro, para que todos sentissem a sua falta.

 

O meu irmão faz resmas de coisas que não devia fazer. Quando era pequeno, teve muitos “perdões” porque era “doentinho”. Mas o doentinho foi crescendo, percebendo que podia fazer e tratar a mãe como lhe desse na telha e agora já é tarde demais para ir direitinho pelo caminho.

A autoridade não é imposta através de porrada (“querias que eu lhe desse porrada?” é a pergunta quase diária que ela me faz) nem de gritos mas sim de gestos e atitudes. Mas ela não compreende isso. Ontem o meu irmão foi bruto com ela mas hoje ela já foi gastar dinheiro com ele. Acabei de saber isto e fiquei danada.

 

Tive de ouvir mais não sei quantos comentários acerca do meu irmão e o quando ele fica “mais mau” quando está com a namorada, que, segundo a minha mãe o influencia. Depois a minha mãe perde a razão por estar sempre a fazer comentários acutilantes acerca da tal namorada ou outros, não percebendo que há alturas em que deve estar calada. Para ela estar calada significa perder a “autoridade” que não tem e rebaixar-se.

 

Resultado: estou para aqui eu a escrever este post em jeito de desabafo, com um nó na garganta e olhos rasos de lágrimas e a enxarcar-me de anti-depressivos para me aguentar às “bombocas” da vida E ela? Ela está lavada em lágrimas de auto comiseração e auto-piedade.